Quando aquilo que você viveu continua fazendo você sofrer
Algumas experiências passam, mas as sensações que deixaram permanecem.
Medo, ansiedade, insegurança, tristeza, tensão no corpo ou lembranças que ainda provocam sofrimento podem fazer parte dessa experiência.
A psicoterapia pode ajudar a cuidar dessas marcas com segurança e respeito ao tempo de cada pessoa.
O Brainspotting é uma abordagem psicoterapêutica desenvolvida por David Grand em 2003. O método utiliza a posição do olhar como um dos elementos do processo terapêutico e considera também as experiências emocionais e corporais vivenciadas pela pessoa.
Como funciona?
O Brainspotting parte da ideia de que “onde você olha afeta o que você sente”.
Durante a sessão, o terapeuta ajuda a pessoa a perceber o que acontece enquanto entra em contato com uma questão que deseja trabalhar. A posição do olhar pode ser utilizada como um recurso para direcionar a atenção para essa experiência, respeitando o ritmo e os limites de cada pessoa.
O processo não é mecânico. A presença, a escuta e a relação de confiança entre terapeuta e paciente são fundamentais. Para conhecer melhor a proposta, você pode consultar a explicação oficial sobre o Brainspotting.
Brainspotting e trauma
O Brainspotting é especialmente associado ao trabalho psicoterapêutico com experiências traumáticas, nas quais acontecimentos do passado continuam produzindo sofrimento no presente.
Isso pode aparecer de diferentes formas: ansiedade, medo, hipervigilância, reações emocionais intensas, desconfortos corporais ou dificuldades nos relacionamentos.
O Brainspotting pode ser utilizado como um recurso dentro da psicoterapia, de acordo com a história, as necessidades e os objetivos de cada pessoa.
Você também pode conhecer mais sobre trauma psicológico e suas repercussões na mente e no corpo.
O que dizem as pesquisas?
As pesquisas sobre Brainspotting ainda estão em desenvolvimento.
Alguns estudos iniciais apresentam resultados promissores. Um estudo publicado em 2017 comparou Brainspotting e EMDR em 76 adultos que haviam vivenciado um evento traumático. Após três sessões, os dois grupos apresentaram redução significativa dos sintomas de TEPT.
Esses resultados são importantes, mas não significam que o Brainspotting produza os mesmos resultados para todas as pessoas. Ainda são necessárias novas pesquisas para compreender melhor sua eficácia e seus mecanismos de ação.
Por isso, meu trabalho é baseado em uma avaliação individualizada, sem promessas de resultados.
Como utilizo o Brainspotting na psicoterapia
No meu trabalho clínico, o Brainspotting é um dos recursos que podem ser utilizados no processo terapêutico, especialmente no cuidado de pessoas que vivenciam questões relacionadas ao trauma.
A escolha dos recursos depende de cada história. Em alguns casos, também podem fazer parte do processo abordagens como EMDR e Experiência Somática (SE).
Não existe uma técnica igual para todas as pessoas.
Existe uma pessoa que precisa ser compreendida e cuidada.
